quarta-feira, 23 de junho de 2010

Perdido


Perdi-te. Foste ultrapassado por outras modernices. O Facebook matou os blogues. Sorry.
Já cá não vinha há muito tempo. E tanto se passou...
Apareceu um loirinho fiteiro lindo na minha vida. Virou o meu príncipe encantado, dono do meu tempo.
Veio de novo a arte dos palcos.
Cruzei-me com o Improv e fiquei viciada.
Conheci e redescobri novos colegas, tive novas experiências artísticas e as portas deste mundo cão voltaram-se a abrir. Feita gazela saltei para um novo mundo e "improvisei".
Há "poleiros" que se largam na hora certa. Custa, mas vale bem a pena. Depois de alguma tristeza percebe-se o que, ainda assim, de bom ficou. A experiência profissional e 2 ou 3 pessoas que valem mesmo a pena.
A esperança de continuar a trabalhar exclusivamente no que me faz vibrar e me comove da ponta dos pés à ponta dos cabelos mantem-se acessa. Haja esperança.
E a família e os bons amigos, esses que sabem quem são, continuam aqui bem arrumadinhos no meu peito.
Até breve

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O que é que andas a fazer?


  • Tanta coisa.
  • Mas o quê?
  • Não páro desde que me levanto. E o meu dia começa cedo e termina tarde!
  • Mas o que é que tens feito exactamente?
  • Se te contasse nem querias acreditar.
  • Tenta! Conta lá!
  • Acredita que as tarefas são inumeráveis.
  • Que chata! Estou à espera que me digas...
  • Tens a certeza que queres mesmo saber o que faço?
  • Sim!!!
  • Mas porquê essa curiosidade? Porque é que essa é a 1ª pergunta que me fazem em todos os (re)encontros? Anda meio mundo com vontade de ver se a outra metade está melhor ou pior que cada um...
  • Estás a desviar. Não sejas lírica. Conta lá, o que é que andas a fazer?
  • A amar. Muito. E é tão bom! Não chega?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Reviravoltas. Esperadas? Nem tanto!














Um grupo unido? Nem tanto!
Um sonho partilhado? Nem tanto!
Uma verdade comum? Nem tanto!
Uma verdadeira vontade de fazer as coisas (boas) acontecer? Nem tanto!
Uma transparência das decisões? Nem tanto!
Um dar sem pedir em troca? Nem tanto!
Uma capacidade justa de avaliar as pessoas? Nem tanto!
Uma vontade de ver para além do seu umbigo e dos seus interesses? Nem tanto!

O “nem tanto” não me interessa. Fui. Mesmo a dar muito e pouco receber, fui com boas memórias. Levo na mala muitas experiências, umas melhores, outras... nem tanto!

Mas são tudo aprendizagens. E cresci mais um bocadinho. Até a desconfiar de alguns que aparentemente nos querem bem. Será que alguma vez quiseram? O problema é esse. Nem tanto!

Arrependida? Nem tanto, MESMO!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Patos Bravos & Companhia


Pouca-terra-pouca-terra-pu-pu!

Do carregamento chegaram primeiro as 2 donzelas e 1/2 de Lisboa. Fizeram a voltinha de reconhecimento e deram a 1ª banhoca na praia do hotel na companhia de um pato bravo - verdadeiro!

Depois foi a calorosa recepção aos restantes 12 "patos bravos & companhia", tudo muito animado e histérico com os cartazes, a barriga, o avião, as mangas, o autocarro, os quartos! (Es)Baralha, (es)baralha e volta a dar e já está tudo distribuído.

Nini, Mati, Jião, Biei, Té e Va trazem os baldinhos, pazinhas, forminhas, chorões e camaroeiros. Prontos a atacar a praia como antigamente. Onde ficamos? Aqui? Siiiiiiiiiiiiiiiimmmmmm. O acampamento cigano está montado. Daqui não saímos. Ou melhor, pelo menos a Matriarca não sai. Tem direito a duas cadeiras, uma mesa de madeira e até a uma árvore.

O restante pessoal mais novo que se amanhe.

Menos a grávida.

Essa continuou a ser muito mimada por todos. "Não achas que já estás a abusar?!" foi a frase mais repetida! Mas pouco ficou atrás o "Dá cá o saco e a toalha!" ou "Queres que chame o barco do nadador-salvador?"

Entretanto ouvimos dizer que até termos o carro alugado disponível havia umas praias selvagens com acessos muito simpáticos. Vamos juventude? Claro! Nem se pensa duas vezes. Só mesmo a meio do caminho, já com os bofes de fora por termos saído na hora do pino do calor e de irmos caindo n vezes por fazermos o trajecto de calhaus e arribas com umas bonitas havainas. Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Uffffff, chegámos. Não conseguimos dar mais um passo. A praia é linda. É o reino da fricalhada e dos nudistas. Aqui sim! Vendem
melancia, melão, coco e abacaxi fresquinho. Daqui não saimos tão cedo. E só saí de taxi, porque senão teria a criança pela boca.

Aprendida a lição repetimos outras explorações agrestes mas em horas mais próprias. Em média andar 3-4-5kms "simpáticos" por dia, por escarpas "simpáticas", com pinheiros sebosos de tanta gente se roçar neles para não cair e com escadas mais "simpáticas" ainda. Tudo para chegar onde ninguém chegava. Mas como recusar tanta simpatia Tio Manel e Tio Litos? Impossível!

E os patos bravos continuaram de molho percorrendo a ilha, por mais uma semana, com muitos chapinanços, glu-glus, salpicos, anémonas, gargalhadas, fotos de "pornochachada", aniversários e brindes de Cava.

Até à próxima! Com mais alguns "patos bravos" à mistura ;-)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Miminho para a Peixinho!


Vou voltar a escrever sobre um tema recorrente: amigos! Sim, quem me lê pode achar que estou a ficar velha ou esclerosada porque giro muitas vezes em torno do mesmo, mas é assim a vidinha, há pessoas de quem gosto MUITO e sobre as quais me apetece escrever a propósito de um ou outro pretexto. E a razão desta vez é porque me esqueci dos adoráveis aninhos da Peixinho. Falha imperdoável. A moça de perna alta (e coração maior ainda, menina como é possível ter mais de 1,80m esse teu coração?!) não se esqueceria! Aliás, esteve sempre presente e ajudou o motor das minhas últimas festas surpresa.
Ora o que eu tenho a dizer sobre ti que não me importo que outros leiam? Que és um doce de menina, super atenta às pessoas de quem gostas, que te dás de alma e coração, que estás sempre a incentivar os outros para tudo e mais alguma coisa quando às vezes quem precisava de incentivo eras tu, sonhadora, romântica, divertida, linda! E esses teus braços compridos estão sempre disponíveis para um abracinho...

PARABÉNS ATRASADOS DA TUA (COMO COSTUMAS DIZER CARINHOSAMENTE) "ACTRIZ FAVORITA"!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sim, tenho dois amores. E depois?!



E depois. Qual é o problema?

Divido-me entre as tripas e as alfaces.

Não consigo gostar mais de uma terra do que outra.É como aquela pergunta parva que alguns idiotas nos faziam em pequenos: "Olha lá, gostas mais do papá ou da mamã?!". Uma pessoa respondia com um sorriso muito amarelo e com um encolher de ombros, como que a dizer: "estes adultos têmumas perguntas tão tontinhas!".

Adoro a luz de Lisboa, a calçada branquinha e esburacada que nos teima em prender os saltos, o Tejo sempre a espreitar, ospastéis de belém, os bairro típicos, o misto de cidade desenvolvida com os recantos e tradições de aldeia que se encontra ao virar da esquina, a mistura de culturas do martim moniz, a nostalgia do fado, o buzzz da noite...

Mas também adoro o granito e escuridão do Porto, a baixa, o Majestic, o Bolhão, o sotaque, o sorriso aberto das pessoas e as"carvalhadas" que lhes saem pela boca fora sem pruridos, até das bocas mais finas, o bairrismo saudável, as francesinhas, o Douro...

Olha, é como o outro diz: eu tenho dois amores e nada são iguais. Mas é assim.Aqui ficam duas músicas que na minha opinião definem bem os encantos das minhas meninas. Bem hajam!

Mariza: Maria Lisboa
É varina, usa chinela,
Tem movimentos de gata
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata

Em vez de corvos no xaile
Gaivotas vêm pousar
Quando o vento a leva ao baile,
Baila no baile com o mar
Quando o vento a leva ao baile
Baila no baile com o mar

É de conchas o vestido
Tem algas na cabeleira
E nas veias o latido
Do motor duma traineira
E nas veias o latido
Do motor duma traineira

Vende sonho e maresia,
Tempestades apregoa,
Seu nome próprio - maria,
Seu apelido - lisboa
Seu nome próprio - maria
Seu apelido - lisboa


Rui Veloso: Porto Sentido
Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Bolas c/ creme ou croissants c/ chocolate...e a felicidade mora aqui!


Finalmente um dia de jeito. Apre! E que bela maneira para gozar FINALMENTE o 1º dia do Verão-teimoso-que-tem-andado-envergonhado-e-que-já-cá-devia-estar-há-muito!

As babes tipo ladies a lagartar barradas em creme, com aquele cheirinho que só lembra as férias, cada uma mais branquela do que a outra (que tristeza!)... umas boas banhocas...pouca gente... sempre a ter que mudar a posição das toalhas porque a maré estava de olho em nós (malandreca queria conversa!)....muita galhofa para variar... olha aquele ou aquela...xiiii.... já te contei aquilo?!... não, espera, não te devo ter contado de certeza acoloutro!!!...Jura???? Não posso.....

E o dia voou...

Tínhamos bom farnel, lá isso tínhamos, mas o problema desta praia que foi hoje pontualmente o nosso poiso é que não tem o Sr. Jaquim ou a D.Maria das bolinhas de berlim. Aqueles amigos risonhos com a cara queimada e enrugada pelo sol escaldante, que emprestam a sua voz aos pregões e que carregam gloriosamente umas cestas de verga pesadas, cheias daqueles pecados doces. Sempre criteriosamente arrumados. Que nos servem em pedaçinhos de papel que mal tocam nas bolinhas ficam oleosos e mal dão para lhes pegar. Que nos fazem ficar lambuzados e talvez por isso com vontade de comer ainda mais uma... mas ai a linha. Mas depois pensamos: "mas que raio, é Verão uma vez por ano, deixa lá isso e toca a comprar uma segunda bola de berlim porque o Inverno está a chegar e só uma sabe a pouco!"

Pois é, mas estes amigos hoje tiveram falta. E a única forma que me lembro possível de compensar tamanha "tristeza da gula" é ir à Benard.

E assim foi. Vai de croissant com chocolate. Toma. E compro mais uns para mais logo, não vá o apetite mudar!

Por estas e outras coisas, a felicidade mora aqui!